Mulheres negras do Piauí discutem políticas públicas de saúde e os desafios para a superação das desigualdades de gênero e raça

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Para discutir as políticas direcionadas a saúde das mulheres negras no Piauí foi realizado de 31 de maio a 02 de junho, pelo YABÁS –  Instituto da Mulher Negra do Piauí o I Seminário Estadual de Mulheres Negras e Saúde. O evento aconteceu na capital piauiense e contou com a participação de diversas representações do movimento de mulheres negras do estado e da região Nordeste do país. Na ocasião, o movimento de mulheres negras da Bahia foi representado pela coordenadora do Programa de Saúde do Odara – Instituto da Mulher negra, Emanuelle Góes.

A atividade contou com o apoio do Centro Ecumênico de Serviço (CESE) e da Secretaria de Saúde do Piauí (SESAPI). Além de debater amplamente as políticas públicas de saúde no Piauí que atendam a demanda existente nessa área, o evento contribuiu com o intercambio entre as organizações negras do estado e a discussão sobre as questões étnico-raciais com recorte de gênero apontando avanços, dificuldades e desafios no processo de articulação das mulheres negras.

O seminário também foi palco para discutir a constituição da Rede de Mulheres Negras do Piauí. A Rede terá como principal objetivo a descentralização das discussões para ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras de forma a efetivar ações ligadas à agenda feminista que garantam a autonomia política, econômica e social das mulheres negras piauienses.

Para a presidenta do AYABÁS, Halda Regina, o I Seminário Estadual de Mulheres Negras e Saúde do Piauí é uma atividade que vai fortalecer e valorizar a luta das mulheres negras do estado e do nordeste. “É um momento importante para o reconhecimento da luta das mulheres negras no Piauí, para o levantamento da atual conjuntura e dos principais desafios na agenda política das mulheres negras, que nos levará a fortalecer e articular a Rede de Mulheres Negras no estado.”, afirmou a militante.

Já a coordenadora do Programa de Saúde do Odara, Emanuelle Góes, defendeu que a atividade teve um papel significativo na luta e na defesa das políticas públicas de saúde.

 “Essa atividade é de extrema importância para o fortalecimento das demandas das mulheres negras nas políticas públicas de saúde e no debate sobre a Política de Saúde da População Negra, quanto na Política de Saúde da Mulher. É necessário criar instrumentos de cobrança para a implementação dessas políticas em todo o país. Acredito também, que a atividade deu inicio a articulação e estruturação da rede de mulheres negras no Piauí com o apoio do Odara, que é a coordenadora do projeto de estruturação da Rede de Mulheres Negras no  Nordeste”, afirmou Góes.

O Seminário também contou com a presença de representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Centro de Cultura Negra do Maranhão- CCN, do Grupo de Mulheres Mãe Andreza (MA), da Rede de Mulheres Negras do Nordeste e do  CEDENPA(PA). 

Um dos principais resultados do encontro foi à aprovação de um documento com o resultado das discussões e dos principais encaminhamentos, que deverão ser encaminhado às autoridades competentes e a indicação para a criação da Rede Estadual de Mulheres Negras do Piauí.

 

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