Julho das Pretas: Odara propõe construção de agenda na Bahia para homenagear a luta das mulheres negras

ImagemCom o intuito de construir uma agenda comum do movimento de mulheres negras para julho, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino Americana e Afro-Caribenha, o Odara – Instituto da Mulher Negra realizou no dia 19 de junho, reunião com mulheres negras da capital baiana e das regiões do Recôncavo, Feira de Santana e Baixo Sul, na sede do Instituto, em Salvador.

Durante a reunião foi lançado o “Julho das Pretas”, uma agenda comum de intervenção do movimento de mulheres negras da Bahia. Além de discutir a programação o grupo debateu amplamente o perfil, as problemáticas e prioridades das intervenções em cada um dos três territórios presentes na reunião. 

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“É necessário fortalecer o dia 25 de julho em todo o país. Acredito que a construção e validação dessa agenda vai garantir respeito e visibilidade para a luta das mulheres negras. Queremos mobilizar o máximo de organizações de mulheres negras possível na Bahia. O Dia Internacional da Mulher Afro-Latino – americana e Afro-Caribenha é um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção e valorização do debate e da identidade da mulher negra brasileira e na Bahia vai reafirmar o julho como um mês de intervenção das feministas negras”, afirmou a coordenadora executiva do Odara, Valdecir Nascimento.

Para a representante do movimento de mulheres negras do Baixo Sul, Noélia Sacramento, o Julho das Pretas” será um ponto de apoio e fortalecimento das ações protagonizadas por mulheres negras. “Nem sempre nossas agendas são pautadas e valorizadas em outros movimentos. Trazer essa data como ponto de reafirmação e resistência das mulheres negras significa visibilizar uma luta histórica que no interior, por exemplo, é pouco conhecida. Queremos uma agenda de mulher que inclua quilombolas, trabalhadoras rurais e marisqueiras em nossa cidade”, defendeu a militante.

A programação deverá ser lançada no inicio de mês de julho, e deverá conter uma ampla programação de atividades, debates, seminários que irão acontecer em todo o estado da Bahia até o dia 31 de julho.

Saiba mais:

 O Dia Internacional da Mulher Afro- Latino-americana e Afro-Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

 

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